ALMOÇO DAS MULHERES. “ Não há dois sem três”

8º ENCONTRO EM COIMBRA "Fotos já online no Banco de Imagens"


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Meãs Alguns Dados Históricos Versão para impressão Enviar por E-mail

 

  "A sua origem perde-se na noite dos tempos, sabendo-se que terá sido fundada no século XIII, na dependência do Antigo Mosteiro de Folques, Instituição que tinha jurisdição sobre uma vasta área do Alto Concelho e que promoveu a fixação de famílias e subsequente fundação de pequenas povoações, pelos vales com potencialidades agrícolas. "

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     Demografia

     Por volta de 1603, data referida em documento relativo à apresentação de um pároco na Freguesia de Unhais-o-Velho, Meãs era já uma povoação com alguma importância, aparecendo o seu nome com frequência nos  Livros de Pastorais, Visitas Episcopais e Eleição de Mordomos. No princípio do Século XX, existiam pouco mais de duas dezenas de grandes árvores genealógicas, que foram brotando numerosos ramos. O crescimento da população processa-se a bom ritmo, até 1960, começando o decréscimo, a partir daí, como o demonstram os números seguintes:

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  • 1911 – 45 famílias e 212 habitantes
  • 1930 – 52 famílias e 274 habitantes
  • 1940 – 71 famílias e 309 habitantes
  • 1960 – 90 famílias e 382 habitantes
  • 1970 – 61 famílias e  242 habitantes
  • 1981 – 75 famílias e 241 habitantes
  • 1996 – 82 famílias e 151 habitantes
  • 2002 – 70 famílias e 140 habitantes


  
     Actividades

     Até à década de cinquenta, a maioria dos habitantes dedicava-se ao cultivo das terras, suas ou de renda (a meias, como era costume), e à pastorícia. (Ver imagem de Meãs anos 1960) Alguns chefes de família trabalhavam nas Minas da Panasqueira, nas diferentes especialidades: marteleiro, escombrador, pincho, carreiro, entubador, apontador, carregador, entivador, vigilante, etc,. Muitos deles, na Primavera e Verão, no regresso do turno de trabalho, ainda iam dar uma ajuda nas lides agrícolas. Outros, aqui e além, quando as moiteiras já estavam velhas, faziam carvão das torgas.

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     Era uma comunidade muito laboriosa, com inter-ajuda em muitas tarefas, nomeadamente nas debulhas do milho, malha do centeio, apanha da azeitona, etc. Havia meia dúzia de juntas de bois (de José Francisco, António Bernardo, Roques da Bica, Roques da Amoreira, José Pinto e António Barata), que lavravam as terras de milho, a troco das respectivas canas, e mais de três dezenas de cabradas, algumas com mais de 60 cabeças. Havia ainda dois machos do Artur Custódio, para efectuar transportes diversos, onde os bois não tinham acesso.

     Quanto a artífices, havia: um ferreiro, o Ti António da Cruz, com forja próximo da Capelinha de S. Romão; um alfaiate, o Ti Joaquim Diogo; dois sapateiros, o Ti Augusto Ramos e Ti Adelino dos Santos; e um carpinteiro, o Ti Zé Marcelino. No que diz respeito a estabelecimentos, existiam três tabernas: a do Ti António Carlos, no fundo, junto ao forno; a do Ti António Dias, à volta da Rua; e a do Ti José Ramos, próximo da Torre, esta última também mercearia e Posto público de correio e telefone.

     Não dispunha de Escola, pelo que alguns dos jovens em idade escolar tinham de se deslocar à sede de freguesia, para obter a luz da instrução. O Ti Zé Marcelino, era o mestre-escola dos adultos, nas noites longas de Inverno.

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     Meãs esteve isolada do resto do País até 1960. Dispunha apenas de caminhos de carro de bois, para Unhais e antiga Cebola. Abastecia-se de uma única fonte de chafurdo, ao Tojal. Para abastecimento de artigos indispensáveis, como vestuário, louças e sardinhas, os Meãsenses tinham de se deslocar, a pé, aos mercados de Pampilhosa, Coja e Fundão, com caminhadas de 50, 60 e 80 kms., de carrego à cabeça ou às costas. Os defuntos eram igualmente carregados ao ombro, ou a pau e corda, para o cemitério de Unhais, a cerca de três quilómetros.
 

Actualizado em Sexta, 29 Maio 2009 22:40
 

Jantar das Mulheres

“ Não há dois sem três” – Jantar das Mulheres




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