ALMOÇO DAS MULHERES. “ Não há dois sem três” 8º ENCONTRO EM COIMBRA "Fotos já online no Banco de Imagens" |
CM de Meãs
| Meãs Alguns Dados Históricos |
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Demografia Por volta de 1603, data referida em documento relativo à apresentação de um pároco na Freguesia de Unhais-o-Velho, Meãs era já uma povoação com alguma importância, aparecendo o seu nome com frequência nos Livros de Pastorais, Visitas Episcopais e Eleição de Mordomos. No princípio do Século XX, existiam pouco mais de duas dezenas de grandes árvores genealógicas, que foram brotando numerosos ramos. O crescimento da população processa-se a bom ritmo, até 1960, começando o decréscimo, a partir daí, como o demonstram os números seguintes:
Até à década de cinquenta, a maioria dos habitantes dedicava-se ao cultivo das terras, suas ou de renda (a meias, como era costume), e à pastorícia. (Ver imagem de Meãs anos 1960) Alguns chefes de família trabalhavam nas Minas da Panasqueira, nas diferentes especialidades: marteleiro, escombrador, pincho, carreiro, entubador, apontador, carregador, entivador, vigilante, etc,. Muitos deles, na Primavera e Verão, no regresso do turno de trabalho, ainda iam dar uma ajuda nas lides agrícolas. Outros, aqui e além, quando as moiteiras já estavam velhas, faziam carvão das torgas.
Quanto a artífices, havia: um ferreiro, o Ti António da Cruz, com forja próximo da Capelinha de S. Romão; um alfaiate, o Ti Joaquim Diogo; dois sapateiros, o Ti Augusto Ramos e Ti Adelino dos Santos; e um carpinteiro, o Ti Zé Marcelino. No que diz respeito a estabelecimentos, existiam três tabernas: a do Ti António Carlos, no fundo, junto ao forno; a do Ti António Dias, à volta da Rua; e a do Ti José Ramos, próximo da Torre, esta última também mercearia e Posto público de correio e telefone. Não dispunha de Escola, pelo que alguns dos jovens em idade escolar tinham de se deslocar à sede de freguesia, para obter a luz da instrução. O Ti Zé Marcelino, era o mestre-escola dos adultos, nas noites longas de Inverno. Meãs esteve isolada do resto do País até 1960. Dispunha apenas de caminhos de carro de bois, para Unhais e antiga Cebola. Abastecia-se de uma única fonte de chafurdo, ao Tojal. Para abastecimento de artigos indispensáveis, como vestuário, louças e sardinhas, os Meãsenses tinham de se deslocar, a pé, aos mercados de Pampilhosa, Coja e Fundão, com caminhadas de 50, 60 e 80 kms., de carrego à cabeça ou às costas. Os defuntos eram igualmente carregados ao ombro, ou a pau e corda, para o cemitério de Unhais, a cerca de três quilómetros. |
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| Actualizado em Sexta, 29 Maio 2009 22:40 |
História

